Com a presença de especialistas nacionais e internacionais, profissionais da saúde, pesquisadores e estudantes, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizou, na última quarta-feira (3/6), o I Encontro Internacional de Disfunções do Assoalho Pélvico em Mulheres. Promovido no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA), em Manaus, o evento debateu avanços científicos, desafios e estratégias de cuidado voltadas à saúde pélvica feminina.
Durante os próximos cinco anos, o projeto tem como objetivo ampliar o atendimento às mulheres do Amazonas, tanto na capital quanto no interior do estado, além de promover a capacitação de profissionais da saúde para garantir a continuidade e a expansão da assistência especializada em saúde pélvica feminina em diferentes regiões.
Palestras e temas abordados
Entre os destaques do encontro esteve a palestra da professora e presidente da Associação Internacional de Uroginecologia (Iuga), Anna Rosamilia, que apresentou uma visão geral sobre a incontinência urinária e o prolapso de órgãos pélvicos, duas das principais disfunções relacionadas ao enfraquecimento do assoalho pélvico.
O enfermeiro obstétrico e professor assistente de Enfermagem Materna e Neonatal da Etiópia, Ayenew Abawa, participou das discussões sobre lacerações perineais obstétricas, abordando aspectos relacionados à prevenção e classificação dessas lesões durante o parto.
Já a uroginecologista e professora associada honorária no Grant Medical College/ Cama Hospital, em Mumbai, na Índia, Aparna Hegde, tratou do diagnóstico e da reparação das lesões obstétricas do esfíncter anal, tema importante para a qualificação da assistência obstétrica e a recuperação das pacientes.
Outro momento de destaque foi a palestra ministrada pela professora Judith Goh, vice-presidente da Foundation for International Urogynecological Assistance (Fiuga) e professora associada do Queensland Pelvic Floor Service e Greenslopes Private Hospital, na Austrália. Referência internacional na área, ela abordou as fístulas urogenitais obstétricas e os desafios relacionados ao cuidado de mulheres afetadas pela condição.
“Esse trabalho é árduo, mas, por outro lado, é um trabalho gratificante. Esse projeto irá contemplar mulheres não só de Manaus, mas das regiões mais longínquas que temos no Amazonas. Alinhando esse processo com a telemedicina, iremos levar saúde a todas as mulheres dos nossos 62 municípios. Agradecemos a todos os professores que estão conosco nesse processo.”
A presidente da Asssociação pela Continência B.C Stuart, a Prof.ª Dra. Maria Augusta Bortolini, ressaltou a importância da realização do evento para a qualificação da assistência e para o fortalecimento das discussões sobre a saúde pélvica feminina.
“Agradeço a oportunidade de fazer parte desse projeto, no qual buscamos garantir uma capacitação baseada em assistência, inovação, tecnologia e sustentabilidade para esta região, que conta com locais de difícil acesso. Nosso objetivo é, nos próximos cinco anos, formar uma cultura de assistência à mulher e fazer com que esses profissionais capacitados possam formar outros profissionais e assim por diante.”
Encerrando a programação, o talk show “Projeto Amazônia: Saúde Pélvica Feminina – Ensino, Assistência e Inovação” reuniu Maria Augusta Bortolini, Cristiane Carboni e Maria Riselda Vinhote da Silva para discutir iniciativas voltadas ao fortalecimento da atenção à saúde da mulher na região amazônica, com foco em ensino, assistência e inovação.
O encontro foi promovido pela Associação Brasileira pela Continência B.C Stuart, em conjunto com a Fiuga, em parceria com a UEA, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), AI-IA Rede, apoiado pela CPL Medical’s e Coloplast.



